sábado, 12 de fevereiro de 2011

Asas...



Só agora eu sinto que a minhas asas eram maiores que as dele, e que ele se contentava com o ares baixos: eu queria grandes espaço, amplitudes azuis onde meus olhos pudessem se perder e meu corpo pudesse se espojar sem medo nenhum. Queria e quero — ainda. Voar junto com alguém, não sozinho. Mas todos me parecem tão fracos, tão assustados e incapazes de ir muito longe. Talvez eu me engane, e minhas asas sejam bem mais frágeis que meu ímpeto. Mas se forem como imagino, talvez esteja fadado à solidão.

Caio Fernando Abreu

fimdopost:*

1 comentários:

  1. Oi. Tudo blz? Estive por aqui. Por onde andas. Muito legal. Apareça por la depois que entrares aqui. Bjus.

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